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quinta-feira, 18 de março de 2010

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado


No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônoma da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html

quarta-feira, 17 de março de 2010

HISTÓRIA DAS RPPN




RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL - RPPN

Desde o antigo Código Florestal de 1934, já estava previsto o estabelecimento de áreas particulares protegidas no Brasil. Nesta época, estas áreas eram chamadas de “florestas protetoras’. Tais “florestas” permaneciam de posse e domínio do proprietário e eram inalienáveis. Em 1965, foi instituído um novo Código Florestal e a categoria “florestas protetoras” desapareceu, mas ainda permaneceu a possibilidade do proprietário de floresta não preservada, nos termos desse novo Código, gravá-la com perpetuidade. Isso consistia na assinatura de um termo perante a autoridade florestal e na averbação à margem da inscrição no Registro Público.
Em 1977, quando alguns proprietários procuraram o IBAMA desejando transformar parte de seus imóveis em reservas particulares, foi editada a Portaria 327/77, do extinto IBDF, criando os Refúgios particulares de Animais Nativos – REPAN, que mais tarde foi substituída pela Portaria 217/88 que lhes deu o novo nome de Reservas Particulares de Fauna e Flora.
Com essa experiência mostrou-se a necessidade de um mecanismo melhor definido com uma regulamentação mais detalhada para as áreas protegidas privadas. Assim, em 1990, surgiu o Decreto nº 98.914 regulamentando esse tipo de iniciativa que, em 1996, foi substituído pelo Decreto nº 1.922, sendo que, em 2000, com a nova lei do Sistema Nacional de Unidade de Conservação – SNUC, as RPPN passaram a ser considerada unidade de conservação, integrante do grupo de uso sustentável.


AS RPPN SÃO IMPORTANTES PARA A CONSERVAÇÃO PORQUE:
· Contribuem para uma rápida ampliação das áreas protegidas no país;
· Apresentam índices altamente positivos na relação custo/benefício;
· São facilmente criadas;
· Possibilitam a participação da iniciativa privada no esforço nacional de conservação;
· Contribuem para a proteção da biodiversidade dos biomas brasileiros.


BENEFÍCIOS ASSEGURADOS COM A CRIAÇÃO DA RPPN
· Direito de propriedade preservado;
· Isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) referente à área criada como RPPN;
· Prioridade na análise dos projetos, pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA;
· Preferência na análise de pedidos de concessão de crédito agrícola, junto às instituições oficiais de crédito, para projetos a serem implementados em propriedades que contiverem RPPN em seus perímetros;
· Possibilidades de cooperação com entidades privadas e públicas na proteção, gestão e manejo da RPPN

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não há vida que sobreviva (Corais e sua importância) Greenpeace


Os oceanos começam o ano com uma grande matéria no jornal O Estado de São Paulo. Apesar da baixa cobertura de imprensa que nossos mares recebem normalmente e da baixa atenção política e da sociedade civil sobre o estado dos oceanos no Brasil e no mundo, esse ano ele começam com destaque na imprensa nacional (essa só para assinantes).

A matéria, descreve os impactos que o aquecimento global traz para o fundo dos mares, principalmente para os recifes de corais, o que acaba desencadeando uma série de problemas para a biodiversidade marinha.

Algumas áreas recifais do Brasil já sentem esse impacto apresentando evidências de acidificação e branqueamento de corais, como por exemplo na região do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos – a maior área recifal do Atlântico Sul.

O que ficou faltando dizer na matéria foi o importante papel que os oceanos desempenham como sumidouros de CO2 – um dos gases de efeito estufa. Cobrindo 70% da superfície do planeta, eles são responsáveis por absorver até ¼ do CO2 emitido pelas ações humanas. Infelizmente, esse papel pode estar sendo prejudicado devido a alta emissão de gás carbônico e também devido ao descaso de políticas públicas e da sociedade civil em proteger e manter limpo nosso mares. Afinal, são eles que contribuem na regulação do clima do planeta e prestam diversos serviços ambientais, além é claro do lazer, locomoção e alimentos.

Fonte: http://www.greenblog.org.br/?tag=oceanos&paged=2


Os recifes de coral são estruturas calcárias que cresceram ao longo de milhões de anos, sendo a sua superfície recoberta pelos corais (pólipos) e micro algas que permeiam seu tecido (zooxantelas), formados principalmente nas regiões tropicais mais rasas do oceano.
Os recifes de coral e as regiões coralíneas em geral apresentam uma biodiversidade de grande variedade e rica em vida. Abrigam aproximadamente 25% da vida marinha e representam um importante elo não só na cadeia alimentar como na harmonia da vida marinha.
Em algumas regiões os recifes de coral servem de barreira para evitar a erosão da costa pelas ondas do mar.
Levantamentos publicados indicam que mundialmente temos dezenas de milhões de pessoas nas regiões litorâneas que vivem da atividade pesqueira e que esse número passa para centenas de milhões se considerarmos também a atividade turística.
O grande pulmão da Terra, responsável pela produção de 70% do oxigênio que respiramos, é representado pelas plantas existentes no oceano, sejam na forma de fitoplânctons, leitos de grama marinha e de macro ou micro algas encontradas principalmente nos ambientes coralíneos.
O Oceano que cobre 3/4 da superfície da Terra é um grande reprocessador do CO2 de nossa atmosfera. A morte dos corais e suas algas, causada pelo branqueamento, reduz esta capacidade e aumentam a acidificação do oceano.
Fonte: www.sobrevivenciadoscorais.com.br

domingo, 14 de março de 2010

Espécies brasileiras ameaçadas

foto: Ararajuba


Publicação aponta 627 espécies da fauna brasileira que estão em risco de extinção.

No fim de 2009, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) divulgou a nova edição da The IUCN Red List of Threatened Species, conhecida como livro vermelho, relação que indica as espécies mais ameaçadas do planeta. A lista conta com 47,6 mil espécies das quais quase 18 mil correm risco de extinção.

A avaliação é feita desde 1966 por especialistas de todo o mundo, que fazem um levantamento dos dados científicos disponíveis sobre cada espécie em todos os locais em que é encontrada. Posteriormente, esses dados são separados por país. A lista traz informações relacionadas à disposição geográfica, aspectos biológicos e ambientais das espécies.

A versão nacional desse trabalho, o Livro Vermelho das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, lista 627 espécies do país. De acordo com Adriano Paglia, biólogo da Conservação Internacional do Brasil (CI) e um dos editores do livro, o levantamento de espécies ameaçadas foi feito pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Fundação Biodiversitas em 2003, com colaboração da CI, e tem sido atualizado anualmente.

Entre as maiores ameaças à fauna brasileira estão o desmatamento, o avanço das áreas de agricultura e pecuária, o tráfico de animais, o crescimento das áreas urbanas e a construção de hidrelétricas. Veja a seguir algumas das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção:

. Ararajuba: A espécie habita principalmente as florestas de terra firme nos estados do Maranhão e do Pará, no chamado "arco do desmatamento da Amazônia". É normalmente observada nas copas das árvores e se alimenta de uma grande variedade de frutos, cocos, flores e sementes. Com sua plumagem amarelo-dourada e verde, a ararajuba é considerada uma das aves mais bonitas do país - e, por isso, um dos alvos preferidos do tráfico de animais silvestres. Geralmente, as aves são retiradas ainda filhotes, mas já foi registrada a captura de animais adultos.

.Gato-maracajá: O pequeno felino também é conhecido como gato-peludo ou maracajá-peludo. É extremamente ágil, podendo até descer uma árvore de cabeça para baixo, mas geralmente se desloca pelo solo, para caçar mais facilmente, mas pode ser encontrado em áreas abertas, como o cerrado e o pantanal. Originalmente, o gato-maracajá ocorria em todo o leste do brasil, com exceção da caatinga. No nordeste, praticamente desapareceu com a destruição da Mata Atlântica e hoje é encontrado apenas em partes do Sul da Bahia. O gato-maracajá também é alvo do tráfico de animais silvestres, especialmente na Região Norte do país.

.Pato-mergulhão: Uma das aves aquáticas mais ameaçadas em todo o mundo, o pato-mergulhão é naturalmente raro, com população pequena, e ainda sofre a perda do seu habitat com a construção de hidrelétricas, a poluição das águas e atividades de mineração, agricultura e pecuária às margens dos rios. A espécie precisa de grande territórios lineares - cerca de 10km - em rios limpos com correnteza e cercados por florestas. É encontrada principalmente nas regiões dos parques da Serra da Canastra (MG), da Chapada dos Veadeiros (GO) e do Jalapão (TO) e no Alto Paranaíba (MG). O pato-mergulhão é sedentário, altamente territorial e arredio, afastando-se ao menor sinal de perturbação. Também é monogâmico e vive aos pares ou em pequenos grupos familiares.

.Muriqui-do-norte: É o maior primata das Américas e o maior mamífero endêmico da Mata Atlântica brasileira. A espécie é encontrada em regiões dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Os muriquis se alimentam principalmente de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais, como cascas de árvores, brotos de bambu e néctar.
Utilizam vários tipos de habitats florestais e se deslocam de acordo com a disponibilidade de itens preferidos da dieta. A espécie é considerada criticamente em perigo, ameaçada, principalmente, pela caça indiscriminada e pelo desmatamento.

.Cervo-do-pantanal: A espécie era encontrada originalmente por todo o pantanal e em áreas de várzea dos principais rios brasileiros, com exceção do Amazonas, e sofreu uma redução populacional intensa no século 20. O cervo-do-pantanal precisa de áreas de várzea para sobreviver: a água o ajuda a combater o calor, as matas ciliares proporcionam alimento durante todo o ano e abrigo contra seu principal predador, a onça. Mas a espécie não conseguiu escapar do avanço das cidades, das áreas de agricultura e pecuária e, mais recentemente, das inundações para a formação dos lagos das usinas hidrelétricas. Além disso, também sofre com as doenças introduzidas por bovinos domésticos, como a febre aftosa.

Fonte: Revista Horizonte Geográfico, edição n° 127, ano 23.

sábado, 13 de março de 2010

Campanha Liderança Climática 2020


STATE OF THE WORLD FORUM

O aquecimento global atingiu seu ponto de crise. Sem os devidos cuidados, o aumento da temperatura global irá causar a elevação dos oceanos, ameaçando todas as cidades costeiras, desabrigando centenas de milhões de pessoas e destruindo milhares de espécies. Temos cerca de dez anos, no máximo, para agir antes que as forças naturais se manifestem de forma que a capacidade humana não possa mais controlar os eventos naturais.

Não se engane: Isto definitivamente terá um impacto em você e em seus filhos.

A urgência do aquecimento global exige que cada um de nós se torne um líder em clima. Pela primeira vez em nossas vidas, na verdade, pela primeira vez na história, todos nós devemos assumir responsabilidade quanto ao nosso clima, tanto no plano individual como em comunidades, empresas, instituições, estados e nações. Somos todos responsáveis pelo aquecimento global, temos todos que participar da liderança necessária para resolver este problema, por nada mais nada menos que o destino da civilização humana. A crise é grave, a escolha é clara e a liderança é urgente.

Se enfrentarmos este desafio e assumirmos a liderança, vamos gerar prosperidade e justiça climáticas, pois, é exatamente a capacidade para resolver nossa maior crise que nos oferece nossa maior oportunidade de crescimento dentro do contexto de sustentabilidade e de alinhamento com os sistemas naturais.

A Campanha Liderança Climática 2020 é projetada para capacitar você a agir, unir-se a outras pessoas na mesma causa; e criar modelos de liderança climática em todo o mundo. Estes modelos irão mostrar como reduzir as nossas emissões de carbono em 80% até 2020, o que é essencial para reverter o aquecimento global.

Esta pode ser a campanha mais importante da qual você já participou.

Seu futuro e o destino da nossa civilização estão em jogo. Por favor, junte-se a nós. Cada pessoa faz diferença.

http://www.worldforum.org/BR-2009conference-overview.htm

sexta-feira, 12 de março de 2010

Hora de escolher: elefantes ou marfim‏. ASSINE A PETIÇÃO!


Esta semana dois países estão buscando acabar com a proibição do comércio de marfim - uma decisão que pode exterminar a população de elefantes e colocar estes animais mais próximos da extinção.
No entanto, muitos países africanos e conservacionistas querem prorrogar a proibição deste comércio cruel. A decisão será tomada durante a reunião da ONU em Doha, no dia 13 março e a opinião pública global pode influenciar esta decisão.

Assine a petição usando o link:
http://www.avaaz.org/po/no_more_bloody_ivory/?vl

terça-feira, 9 de março de 2010

VALORES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL:

A Educação Ambiental deve buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta, auxiliando as pessoas a analisarem criticamente o princípio antropocêntrico, que tem levado à destruição inconsequente dos recursos naturais e de várias espécies. É preciso considerar que:
A natureza não é fonte inesgotável de recursos, suas reservas são finitas e devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdício e considerando a reciclagem como processo vital;
As demais espécies que existem no planeta merecem nosso respeito. Além disso, a manutenção da biodiversidade é fundamental para a nossa sobrevivência;
É necessário planejar o uso e ocupação do solo nas áreas urbanas e rurais, considerando que é necessário ter condições dignas de moradia, trabalho, transporte e lazer, áreas destinadas à produção de alimentos e proteção dos recursos naturais.

Princípios gerais da Educação Ambiental:
· Sensibilização: processo de alerta, é o primeiro passo para alcançar o pensamento sistêmico;
· Compreensão: conhecimento dos componentes e dos mecanismos que regem os sistemas naturais;
· Responsabilidade: reconhecimento do ser humano como principal protagonista;
· Competência: capacidade de avaliar e agir efetivamente no sistema;
· Cidadania: participar ativamente e resgatar direitos e promover uma nova ética capaz de conciliar o ambiente e a sociedade.

A Educação Ambiental, como componente essencial no processo de formação e educação permanente, com uma abordagem direcionada para a resolução de problemas, contribui para o envolvimento ativo do público, torna o sistema educativo mais relevante e mais realista e estabelece uma maior interdependência entre estes sistemas e o ambiente natural e social, com o objetivo de um crescente bem estar das comunidades humanas.
Se existe inúmeros problemas que dizem respeito ao ambiente, isto se devem em parte ao fato das pessoas não serem sensibilizadas para a compreensão do frágil equilíbrio da biosfera e dos problemas da gestão dos recursos naturais. Elas não estão e não foram preparadas para delimitar e resolver de um modo eficaz os problemas concretos do seu ambiente imediato.